O ataque contra uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), na tarde desta sexta-feira (10/7), na Chácara Santa Luzia, na Cidade Estrutural, teria sido motivado pela insatisfação de moradores com uma operação de desocupação de uma área ocupada irregularmente. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), após a ação, foi registrado um incêndio (cuja causa ainda é investigada) e os bombeiros, acionados para combater as chamas, acabaram sendo o alvo da revolta da população.
De acordo com a corporação, o chamado para o incêndio foi registrado às 12h22, e a equipe chegou ao local oito minutos depois. Antes mesmo de iniciar o combate às chamas, os militares foram surpreendidos por um grupo de pessoas que passou a lançar pedras e pedaços de madeira contra a viatura e seus ocupantes.
O CBMDF informou que a guarnição manteve postura estritamente profissional e não reagiu às agressões. Diante da falta de condições de segurança, o comandante da equipe determinou a interrupção da ocorrência, o recuo dos militares e o acionamento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Durante a retirada, o veículo foi atingido por diversas pedras, que quebraram o para-brisa e causaram danos que deixarão a viatura temporariamente fora de operação.
A ocorrência foi registrada na 8ª Delegacia de Polícia (Cidade Estrutural), responsável pela investigação. Um suspeito foi conduzido à unidade policial e outro conseguiu fugir da abordagem da PMDF. Em nota, a Secretaria DF Legal informou que a operação teve como objetivo impedir o avanço de um parcelamento irregular em uma área pública localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central, ao lado do Parque Nacional de Brasília.
Segundo o órgão, foram removidas 36 estruturas precárias de madeira e lona desabitadas, desconstituídos cerca de 10 quilômetros de cercamento e descaracterizados aproximadamente 500 lotes ilegais.
O Corpo de Bombeiros lamentou o episódio e destacou que ataques contra equipes de emergência comprometem diretamente o atendimento à população. A corporação ressaltou que a retirada temporária de uma viatura de serviço reduz a capacidade operacional para ocorrências de incêndios, acidentes e resgates, afetando toda a sociedade.
Fonte Correio Braziliense
Foto: CBMDF











