Para celebrar os 60 anos de história do restaurante Beirute, um dos endereços mais emblemáticos da capital federal, a casa apresenta, desde 16 de abril, a exposição Beirute 60 anos — Uma história de subversão, amor e tradição, na 109 Sul. A mostra, que segue até o dia 30, relembra momentos marcantes na trajetória do local a partir de reportagens do Correio Braziliense.
Frequentadora do Beirute desde a infância, a dentista Luísa Alves, 41, destacou a importância da exposição comemorativa para a preservação da memória do restaurante e da cidade. “Participei de vários aniversários, ver essa exposição é um barato, ainda mais vendo o Chico novinho, porque a gente conhece ele há muito tempo, mas sempre de cabelo branco”, brincou. Para ela, a iniciativa vai além da celebração do estabelecimento. “O Beirute é um patrimônio. É importante conhecer a história, ver coisas que a gente não via e relembrar momentos que a gente viveu aqui”, destacou.
Pertencimento
O tradutor de libras Michel Platini, 42, ressaltou o papel histórico do restaurante na formação do movimento LGBTQIAP+ no DF e a importância do espaço para a memória coletiva da cidade. “Foi aqui que surgiu o primeiro coletivo LGBT de Brasília, o grupo Beijo Livre, a partir de um episódio de repressão a um gesto de afeto entre dois homens”, contou. “Apesar de não ser um bar LGBT, o Beirute virou um lugar de pertencimento para a comunidade”, acrescentou.
Frequentador do local desde a década de 2000, ele afirmou que a exposição comemorativa reforça a conexão com a cidade. “Quem é de Brasília, em algum momento, passou por aqui e tem uma história pra contar. O Beirute cresceu junto com a cidade e faz parte da identidade cultural daqui”, frisou o ativista.
Serviço
Exposição: Beirute 60 anos — Uma história de subversão, amor e tradição
Local: 109 Sul
Período: até 30 de abril
Por Jornal do Paranoá
Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press











