A secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Giselle Ferreira, falou sobre o acolhimento à população em situação de vulnerabilidade social no DF durante o CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília — desta segunda-feira (20/7). A gestora da pasta garantiu que, mesmo com o contingenciamento por causa do deficit financeiro do GDF, as políticas públicas de acolhimento irão continuar. Às jornalistas Ana Maria Campos e Mila Ferreira, ela comentou sobre a centralização dos programas sociais, com a criação de um sistema integrado que visa a diminuir a burocratização da busca pela ajuda e internação.
Segundo Giselle Ferreira, “os serviços de atendimento à população em vulnerabilidade estão assegurados, mesmo diante do deficit”. Ela explicou que há outras fontes que garantem a continuidade dos programas. “Na nossa secretaria, além da fonte 100 (recursos do Tesouro arrecadados por impostos), temos fundos de apoio, assistência social e ajuda de entidades para nos auxiliar”, disse.
Durante a entrevista, a secretária comentou sobre uma novidade no CadÚnico, que passará a acolher pessoas em situação de rua. Dessa forma, haverá um Cadastro Único para essa população. “As pessoas vão ser procuradas e entrevistadas para que a gente possa saber sobre a sua demanda e como podemos atender da melhor forma possível”, explicou.
Ainda sobre o acolhimento, Giselle comentou sobre a Lei n° nº 7.923, sancionada na última sexta-feira (17/7), que instituiu a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua. “Esse atendimento vai acontecer de uma forma humanizada. O que procuramos é desburocratizar a internação involuntária, que é uma exceção. Vamos integrar muito mais do que a porta de entrada, queremos oferecer, também, uma porta de saída para essa população”, pontuou.
Para atender à demanda da população, foi criado um fluxo de trabalho com uma equipe interdisciplinar que conta com enfermeiros, médicos e assistentes sociais. “São vários casos, como dependência química, problemas de saúde e problemas de saúde mental. Essa equipe vai analisar caso a caso e ver qual é a melhor alternativa para essa pessoa”, disse.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Davi Pereira/CB/D.A Press











