Na manhã desta sexta (24), uma fêmea de veado-catingueiro (Mazama Gouazoubira) retornou à natureza, depois de receber alta do Hospital de Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus), em Taguatinga, para onde havia sido encaminhada após um atropelamento em Planaltina.
Desde as 6h da manhã, as equipes de fauna do Instituto Brasília Ambiental e do hospital estavam cuidando dela, para que a devolução ocorresse com o mínimo de estresse possível. Ela foi solta na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), em Planaltina.
“É muito representativa essa soltura dela, que é um animal supersensível”, avalia o gerente de Fauna da autarquia, Rodrigo Santos. “Ficou pouco mais de um mês no Hfaus, e está aqui viva, bem-recuperada, saiu até levemente desfilando. Foi muito bacana presenciar isso”.
Durante o tempo em que esteve no Hfaus, o animal passou por avaliação e monitoramento do estado orgânico por meio de exames de sangue. “Com esse procedimento, vimos que, ao longo desse período, ela não manifestou nenhum sintoma de miopatia de captura, que é um quadro que vai se agravando sob estresse alto”, explica Rodrigo. “Isso indica que os nossos protocolos feitos no hospital foram muito corretos. Além disso, o animal ganhou peso, o que é também uma vitória e ressalta que estamos no caminho certo do tratamento e da recuperação”.
O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, ressaltou o profissionalismo que envolveu cada etapa da ação: “O trabalho da equipe técnica, com relação ao animal hoje devolvido à natureza, que envolveu acolhimento, tratamento e soltura, revela o compromisso do Brasília Ambiental com a proteção da fauna silvestre, a recuperação de animais vítimas de acidentes e a conservação da biodiversidade do nosso Cerrado”.
Acolhimento
Classificada pela equipe do hospital como um animal jovem, a fêmea de veado-catingueiro foi resgatada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) em 17 de março nos arredores de Planaltina, após ser vítima de atropelamento. O BPMA a encaminhou imediatamente ao Hfaus, onde recebeu atendimento especializado.
Quando chegou ao hospital, ela apresentava quadro de prostração, epistaxe (sangramento nasal, que ocorre quando os vasos sanguíneos na mucosa interna do nariz se rompem) e escoriações em diferentes regiões do corpo. Após exames clínicos, radiográficos e laboratoriais, foram descartadas fraturas e outras alterações graves, permitindo a condução segura do tratamento.
A Esecae foi escolhida para a soltura por reunir condições ideais de abrigo, alimentação e segurança, ser próxima de onde o animal foi encontrado, além de ser uma das mais importantes unidades de conservação do Distrito Federal, com mais de nove mil hectares de Cerrado preservados.
*Com informações do Brasília Ambiental
Por Jornal do Paranoá
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação/Brasília Ambiental











